Índice ABCR sobe 0,6% em outubro

São Paulo, 10 de novembro de 2011 - O índice ABCR de atividade referente a outubro mostrou alta de 0,6% em comparação com o mês anterior, considerando os dados dessazonalizados. O índice que mede o fluxo de veículos nas estradas pedagiadas é produzido pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias em conjunto com a Tendências Consultoria Integrada. Neste mês, os veículos leves puxaram o quadro de elevação do Índice ABCR. “Os leves estão muito ligados ao movimento de renda e emprego, que está desacelerando, mas ainda conta com uma taxa de desemprego em patamares historicamente muito baixos e categorias principalmente de emprego formal conseguindo reajustes expressivos nos salários, o que acaba dinamizando uma trajetória positiva para o fluxo de veículos nas estradas”, afirma Juan Jensen, economista da Tendências.

O fluxo de veículos leves apresentou elevação de 1,1% em relação a setembro, em termos dessazonalizados. “Não se pode falar ainda em recuperação, pois o resultado tem sido volátil, justamente por conta dessa relação com o mercado de trabalho, que é um dos últimos setores a mostrar uma perda de dinamismo”, diz Jensen. A Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de setembro mostra uma forte queda de 2,0% da renda real dessazonalizada, puxado principalmente pelo trabalhador sem carteira assinada. A mesma pesquisa indica que o emprego CLT continua com ganho de renda expressivo, com alguma desaceleração, mas ainda muito robusto, impulsionado por uma demanda interna bastante forte. “O dado de veículos leves veio mostrar um pouco disso, mas deverá continuar volátil porque o mercado de trabalho deve arrefecer”, comenta o economista.

Já o fluxo de pesados registrou queda de 0,8% nessa mesma base de comparação. O terceiro mês consecutivo de retração dos pesados mostra que o setor industrial continua com claras dificuldades. “É um quadro complicado para o setor produtivo no Brasil, principalmente para o segmento de bens manufaturados, o que acaba refletindo no fluxo de pesados”, afirma Juan Jensen. Os manufaturados acabam sofrendo mais com o cenário de crise mundial, ociosidade nas fábricas do mundo todo e um câmbio relativamente apreciado. “O quadro com esse dado de outubro parece não mudar, ou seja, continua o processo de desaquecimento da atividade econômica brasileira no que tange a indústria e em particular a manufatura”, diz o economista. No entanto, o que tem evitado uma queda ainda maior do fluxo de pesados é a atividade agrícola. Para Jensen, “o setor acaba sofrendo muito menos porque a demanda por produtos agrícolas continua forte no mundo, estimulando a produção desses bens”.

Em relação ao mesmo período de 2010, o índice total apresentou elevação de 4,1%. O fluxo de veículos leves cresceu 3,8% e o de pesados apresentou alta de 4,9%.

Nos últimos doze meses (acumulado de novembro de 2010 a outubro de 2011 sobre novembro de 2009 a outubro de 2010), o fluxo total teve expansão de 7,5%. Considerando essa mesma base de comparação, o fluxo de leves cresceu 7,6% e o de pesados, 7,5%.

Quadro: Taxas de crescimento do fluxo pedagiado

Período

LEVES

PESADOS

TOTAL

Outubro/11 sobre Outubro/10

3,8%

4,9%

4,1%

Outubro/11 sobre Setembro/11 c/ ajuste sazonal

1,1%

-0,8%

0,6%

Últimos doze meses

7,6%

7,5%

7,5%

Fonte: ABCR e Tendências

Fluxos regionais

A abertura dos dados dos índices regionais do movimento de veículos leves e pesados nas rodovias concedidas, segundo Juan Jensen, economista da Tendências, vem em linha com o padrão nacional.

São Paulo

Em São Paulo, as rodovias administradas pela iniciativa privada registraram, no fluxo total de veículos, aumento de 0,4% em outubro em relação a setembro, considerando os ajustes sazonais. O movimento de veículos leves ficou subiu em 1,0% e o de pesados caiu 1,9% neste período.

Quando comparado outubro de 2011 a outubro de 2010, o índice geral teve acréscimo de 5,1%. O movimento dos veículos leves cresceu 5,1% e dos pesados 5,1%.

Nos últimos doze meses (acumulado de novembro de 2010 a outubro de 2011 sobre novembro de 2009 a outubro de 2010), o indicador da ABCR cresceu 9,5%. O fluxo de leves subiu 9,6% e pesados 8,9%.

Período

LEVES

PESADOS

TOTAL

Outubro/11 sobre Outubro/10

5,1%

5,1%

5,1%

Outubro/11 sobre Setembro/11 c/ ajuste sazonal

1,0%

-1,9%

0,4%

Últimos doze meses

9,6%

8,9%

9,5%

Paraná

As rodovias concedidas do Paraná apresentaram elevação de 0,9% no fluxo de veículos em outubro em relação a setembro, considerando os ajustes sazonais. Na mesma base de comparação, a circulação de veículos leves aumentou 1,2% e a de pesados ficou estável em 0,0%.

Na comparação outubro de 2011 com outubro de 2010, o índice geral subiu 3,6%, sendo que o movimento dos veículos leves cresceu 0,2% e dos pesados 9,6%.

Nos últimos doze meses (acumulado de novembro de 2010 a outubro de 2011 sobre novembro de 2009 a out

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