Índice ABCR cresce 0,5% em abril

São Paulo, 10 de maio de 2011 - O índice ABCR de atividade referente a abril mostrou ligeira alta de 0,5% em comparação com março, considerando os dados dessazonalizados. O índice que mede o fluxo de veículos nas estradas pedagiadas é produzido pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias em conjunto com a Tendências Consultoria Integrada.

“Alguns sinais do Índice ABCR deste mês já mostram desaceleração da economia, assim como outros índices antecedentes, como papel ondulado e produção de óleo e gás da Petrobras”, afirma Juan Jensen, economista da Tendências responsável pelo Índice ABCR. Segundo ele, “se compararmos a 2010, há uma moderação do ritmo do crescimento, o que é saudável no sentido macroeconômico para o país, pois essa desaceleração pode limitar a alta de preços”.

O fluxo de veículos leves apresentou elevação de 1,4% em relação a março, em termos dessazonalizados, o que se explica pelos bons resultados do emprego, renda e mercado de trabalho, segundo o economista. No entanto, Juan alerta que “a inflação pode trazer um comportamento menos favorável para a renda, o que deve aparecer no fluxo dos leves, nos próximos meses, com crescimento a taxas mais amenas”.

Já o fluxo de pesados ficou relativamente estável (0,2% nessa mesma base de comparação). “Apesar da demanda continuar forte, a oferta já está se ajustando e isso pode ser visto na retração do crescimento dos pesados”, afirma Juan Jensen.

Com relação ao mesmo período de 2010, o índice total apresentou expansão de 10,9%. O fluxo de veículos pesados cresceu 5,8% e o de leves apresentou alta de 12,6%. “Podemos observar que a comparação ano contra ano as taxas continuam em patamar muito elevado, refletindo a situação econômica atual em relação a 2010”, comenta Jensen.

Nos últimos doze meses (acumulado de maio de 2010 a abril de 2011 sobre maio de 2009 a abril de 2010), o fluxo total teve expansão de 9,0%. Considerando essa mesma base de comparação, o fluxo de leves cresceu 8,6% e o de pesados, 10,4%.

Quadro: Taxas de crescimento do fluxo pedagiado

Período

LEVES

PESADOS

TOTAL

Abril/11 sobre Abril/10

12,6%

5,8%

10,9%

Abril/11 sobre Março/11 c/ ajuste sazonal

1,4%

0,2%

0,5%

Últimos doze meses

8,6%

10,4%

9,0%

Fonte: ABCR e Tendências

Fluxos regionais

A abertura dos dados dos índices regionais do movimento de veículos leves e pesados nas rodovias concedidas, segundo Juan Jensen, vem em linha com o padrão nacional, com exceção do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul.

São Paulo

Em São Paulo, as rodovias administradas pela iniciativa privada registraram, no fluxo total de veículos, crescimento de 0,3% em abril em relação a março, considerando os ajustes sazonais. O movimento de veículos leves subiu 1,5% e o de pesados caiu 1,3% neste período.

Quando comparado abril de 2011 a abril de 2010, o índice geral teve acréscimo de 11,1%. O movimento dos veículos leves cresceu 13,1% e dos pesados 5,5%.

Nos últimos doze meses (acumulado de maio de 2010 a abril de 2011 sobre maio de 2009 a abril de 2010), o indicador da ABCR cresceu 12,4%. O fluxo de leves subiu 11,6% e pesados 14,8%.

Período

LEVES

PESADOS

TOTAL

Abril/11 sobre Abril/10

13,1%

5,5%

11,1%

Abril/11 sobre Março/11 c/ ajuste sazonal

1,5%

-1,3%

0,3%

Últimos doze meses

11,6%

14,8%

12,4%

Paraná

As rodovias concedidas do Paraná apresentaram alta de 0,3% no fluxo de veículos em abril em relação a março, considerando os ajustes sazonais. Na mesma base de comparação, a circulação de veículos leves cresceu 1,4% e a de pesados caiu 0,2%. “A trajetória dos pesados deve melhorar, pois a safra de grãos no Paraná tem sido boa”, avalia Juan Jensen.

Na comparação abril de 2011 com abril de 2010, o índice geral subiu 9,9%, sendo que o movimento dos veículos leves aumentou 12,3% e dos pesados 5,1%.

Nos últimos doze meses (acumulado de maio de 2010 a abril de 2011 sobre maio de 2009 a abril de 2010), houve alta de 10,6% na movimentação total, com o fluxo de leves subindo 10,7% e o de pesados 10,3%.

Período

LEVES

PESADOS

TOTAL

Abril/11 sobre Abril/10

12,3%

5,1%

9,9%

Abril/11 sobre Março/11 c/ ajuste sazonal

1,4%

-0,2%

0,3%

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