CCR MSVia leva duas antas à Caracol (MS) para reintrodução na natureza

Animais silvestres estavam há mais de um ano em tratamento no CRAS 

A CCR MSVia realizou nesta terça-feira (09) o transporte de duas antas até a Fazenda Carandá, localizada no município de Caracol (MS). Os animais, que estavam há mais de um ano em tratamento no CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) de Campo Grande, foram levados dentro de um veículo de resgate e apreensão de animais disponibilizado pela Concessionária e serão devolvidos à natureza.

As antas foram acompanhadas por uma equipe técnica do Centro, composta pelo médico veterinário Diogo Borges, a bióloga Márcia Delmondes e pela zootecnista Cláudia Araújo, que permanecerão na propriedade até o dia 12 de fevereiro para monitorar os animais após a soltura. O CRAS é vinculado ao Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) e Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar)

Durante o período de recuperação, as antas estiveram mantidas em um espaço onde receberam alimentação natural, como folhas e frutos de espécies nativas, suplementação alimentar, incluindo milho, frutos e ração, além do suporte veterinário para que elas se reabilitassem plenamente. Podendo pesar até 300 quilos, elas necessitam de grandes áreas para viver e, por corresponder a essa característica, a Fazenda Carandá foi escolhida para recebê-las. 

Segundo informações do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade), a anta, cujo nome científico é Tapirus terrestris, é o maior mamífero terrestre brasileiro. Está presente desde o sul da Venezuela até o Norte da Argentina, e prefere áreas abertas ou florestas próximas a rios. Se alimenta de frutos, em especial os de palmeiras, como o buriti, palmito-juçara, jerivá e patauá. No entanto, sua alimentação preferencial é de folhas.

Ainda conforme o órgão, a anta é um animal de hábitos solitários. O ciclo reprodutivo deste animal é bastante longo, e uma gestação pode durar entre 13 a 14 meses, gerando apenas um filhote. A caça e a perda de habitat pelo desmatamento contribuem para que este mamífero seja considerado ameaçado de extinção no Brasil. 

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