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Índice ABCR registra queda
de 0,4% em junho
São Paulo, 8 de julho de 2010
- O índice ABCR de atividade referente a junho registrou
queda de 0,4% em comparação com o mês anterior,
considerando os dados dessazonalizados. O índice que mede
o fluxo de veículos nas estradas pedagiadas é produzido
pela Associação Brasileira de Concessionárias
de Rodovias em conjunto com a Tend ências
Consultoria Integrada.
“O Índice ABCR de junho, puxado para baixo pela queda
do movimento dos veículos pesados, assinala que o período
de ajuste da produção industrial era maior do que
se esperava”, afirma Bernardo Wjuniski, economista da Tendências.
Segundo ele, “foi possível observar esse movimento
já no mês passado, quando saíram os demais índices
antecedentes, e fomos surpreendidos com o resultado da produção
industrial, estável em maio”.
O fluxo de veículos leves ficou estável em relação
a maio, em termos dessazonalizados. “A estabilidade dos leves é resultado
do mercado de trabalho em desaceleração, em linha
com o que está acontecendo com a atividade econômica
como um todo”, diz Wjuniski. Emprego estável e renda
em queda seguraram o desempenho dos leves em junho. Em maio, a
renda real do brasileiro sofreu uma queda de 0,9% ante abril, segundo
a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), que também apontou, no mesmo
período, crescimento pouco expressivo de 0,1% no âmbito
da ocupação.
Já o fluxo de pesados retraiu 2,5% na mesma base de comparação. “Em
maio, contamos com o impacto positivo do aumento da indústria
de bens de consumo e do escoamento das safras, já, neste
mês, sentimos os efeitos da retração da atividade
industrial e a diminuição natural do ritmo do transporte
agrícola, principalmente nos estados do Paraná e
do Rio Grande do Sul”, comenta Bernardo Wjuniski.
Em relação ao mesmo período de 2009,
o índice de fluxo total de veículos apresentou
expansão de 7,0%. O fluxo de veículos pesados
cresceu 10,8% e o de leves apresentou alta de 5,6%. “As
taxas de crescimento anuais estão desacelerando
por conta da base de comparação, ainda baixa,
mas já ficando maior no ano anterior”, comenta
o economista.
Nos últimos doze meses (acumulado de julho de 2009 a junho
de 2010 sobre o acumulado de julho de 2008 a junho de 2009), o
fluxo total teve expansão de 5,1%. Considerando essa mesma
base de comparação, o fluxo de leves cresceu 5,3%
e o de pesados avançou 4,6%.
Quadro: Taxas de crescimento do fluxo pedagiado
Período |
LEVES |
PESADOS |
TOTAL |
Junho/10
sobre Junho/09 |
5,6% |
10,8% |
7,0% |
Junho/10
sobre Maio/ 10 c/ ajuste sazonal |
0,0% |
-2,5% |
-0,4% |
Últimos
doze meses |
5,3% |
4,6% |
5,1% |
Fluxos regionais
A abertura dos dados dos índices
regionais do movimento de veículos leves, com exceção
do Rio de Janeiro, que teve queda de renda mais alta do que
os outros estados, está alinhada com o índice
geral, segundo Bernardo Wjuniski. O Paraná e o Rio
Grande do Sul, onde o peso do escoamento de safra agrícola é maior,
mostraram resultados melhores para o movimento de pesados.
Já São Paulo e Rio de Janeiro, estados em que
a atividade industrial é mais representativa, sofreram
baixas significativas.
Mais informações na Mass Media,
tel.: (11) 5102-3999, com Ivson Queiroz, ivson@massmedia.inf.br e
Patrizia d’Aversa, patrizia@massmedia.inf.br
Aqui
você poderá consultar toda a série
história do Índice ABCR de Atividade (desde
1999). Basta fazer o download abaixo.

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