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Painel: A eficácia no planejamento da infraestrutura brasileira
13-09-2017 16:07

Na primeira rodada de discussão, planejadores debateram como deve ser a integração dos modais de transporte, sob a ótica da eficácia no planejamento da infraestrutura. Marco Aurelio Barcelos, secretário adjunto da secretaria especial do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), lembrou que as principais propostas de mudanças regulatórias para todos os modais começaram no setor rodoviário, por seu poder de irradiação e por sua importância.  O secretário de desenvolvimento em infraestrutura do Ministério do Planejamento, Hailton Madureira, acredita que “a situação fiscal no Brasil é muito difícil e o que nos resta é fazer concessão”, e ele acrescentou: “Ainda temos dificuldade em integrar os órgãos no planejamento. Isso tem que ser superado”.

Para Valter Casimiro, diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT), a intermodalidade no fase de planejamento ainda é uma dificuldade a ser vencida. “A gente tem dificuldade em vencer essas barreiras burocráticas. Mesmo com a medida provisória que tira um pouco a responsabilidade do orçamento do parlamento e equilibra com o Ministério, é preciso ajustar processos para trazer essa eficácia”, concluiu. Paulo Tarso Vilela Resende, professor da Fundação Dom Cabral, criticou a burocracia brasileira, que interfere no processo de concessões.  “A nossa burocracia é feita para os mal intencionados, para atender interesses específicos e não ajudam em nada ao público”.

O vice-presidente de relações institucionais da concessionária CCR, Ricardo Castanheira, reconhece que o setor vive de planos emergenciais de investimento, o que não resolve as questões sensíveis. “O planejamento (para o setor) não é de um governo. Ele tem que ser durável e pensar no investidor privado, que quer participar inclusive da fase de planejamento”, avaliou. Sobre os critérios usados para a escolha das empresas em leilões públicos, Cláudio Graef, sócio diretor do Berkeley Research Group, analisou que o maior problema no Brasil é não existir o “como?”. “Existem vários estudos, pesquisas, mas não existem planos intermodais, com timing ideal. Como isso vai se dar tem que ser trabalhado desde o início, na fase de planejamento”.


Fonte: Agência ABCR

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